O que é o espiritismo









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O QUE É O ESPIRITISMO




A religião existe na Terra desde sempre, interpretada ao sabor do desenvolvimento humano e de interesses nem sempre claros.


O homem, criado segundo as escrituras à semelhança de Deus, também como matéria, e variando a sua imagem de acordo com a sua crença, representando-o desta ou aquela maneira de acordo com as suas intenções. Dessa forma surgiram as diversas religiões, com códigos morais idênticos, mas com rituais e leis diferenciadas de acordo com as hierarquias estabelecidas.


É o grande profeta Moisés que vem pela primeira vez, de forma séria e determinada, pôr certa ordem nas coisas. É nessa altura que surge o “Deus” único, e o homem começa a tentar esquecer os deuses materialistas, representados por figuras míticas e de certa forma esdrúxulas. Com Moisés dá-se a primeira revelação, tendo como centro de conduta e de crença os Dez Mandamentos, orientação espiritual básica ainda hoje, mas que foi sendo mal interpretada ao longo dos tempos. O homem passa, em boa verdade, a viver dentro da máxima “não faças aos outros aquilo que não gostarias que te fizessem a ti”. É o advento dos conventos e mosteiros, onde se recolhiam pessoas piedosas, numa tentativa para, não vendo o mal, não se tentarem a fazê-lo.


Foi a vida decorrendo mais ou menos agitada. Os profetas, que falavam com o além e anunciavam aos terrenos os desejos de Deus, começaram então a anunciar que dia viria em que o Messias, o Salvador, havia de vir em sua glória. A interpretação da lei não estava a ser bem-feita, tendo o Grande Governador da Terra, o Cristo de Deus, o médium por excelência, baixado. Era o advento do Messias prometido, tantas vezes anunciado, nesse corpo cujo nome carnal seria Emmanuel, e que nós conhecemos como Jesus.

Era a segunda revelação, a vinda prometida do profeta Elias, no corpo de João, o Baptista, como anunciado, que vinha como percursor anunciar a chegada de Jesus. Que viria dar a interpretação correcta da lei.


Então, a frase mosaica se altera e a dinâmica surge; “Faz aos outros o que gostarias que te fizessem”. Era o advento do amor fraternal. Toda a lei se sintetizava no “amai-vos uns aos outros como irmãos”. Toda a doutrina passou a andar à volta daquelas duas máximas, interpretadas à luz duma realidade bem viva que era a REENCARNAÇÃO. – “Quem não nascer de novo, pela água e pelo espírito, não entrará no reino dos céus. - Assim se expressava Jesus, como o refere João no capítulo III do seu texto.


Tudo foi belo após a partida do grande Mestre. Os Apóstolos e os discípulos começaram a pregar a Boa Nova e a curar, tal como tinha feito o Cristo. Era a expulsão de “demónios”, espíritos na verdadeira significação linguística, era a comunicação com os bons espíritos, pela visão, audição, fala, etc., era o “abandonar tudo” para seguir o grande Espírito, sublime Peregrino, o grande Governador da Terra. Os homens acreditavam piamente nessa dualidade – comunicação dos espíritos/ reencarnação, para além da existência da alma e de Deus Criador, sumamente justo e bom que, como prova, permitia que aqueles que caiam nas garras do “pecado” voltassem à Terra para provarem o seu arrependimento.


Contudo, um Império inteiro, impotente para fazer parar a arrancada do Cristianismo, viu-se coagido a decreta-lo religião oficial do Estado a partir do século IV.


Aí começou a penumbra para a doutrina consoladora. O homem crê-se senhor da verdade e decreta a série de dogmas que todos conhecem. Elimina-se o princípio da reencarnação e perseguem-se os comunicantes com os espíritos. Desaparecem os profetas e surgem os santos, que não são mais, na maior parte dos casos, do que espíritos encarnados, que foram modelos de virtudes.

Faz-se a guerra em nome de Deus. Perseguem-se aqueles que comunicam com o além em nome de Deus. Institui-se a Inquisição em nome de Deus. E o homem, com acesso à cultura e ao saber, reduzidas as distâncias pelo avanço tecnológico e pela revolução industrial, encontra-se perante uma confusão gritante: - Que Deus é esse que está do lado dos “senhores” contra os escravos? Que Deus é esse que está do lado da exploração, do vício, do ódio, da guerra?


Aí surge o materialismo, dominando as mentes e os corações. É o século XIX, do surto de ateísmo do combate contra os ideais da Revolução Francesa, na sua faceta de fraternidade. É a luta de classes, como se, perante Deus, houvesse alguma classe.


É perante todo este panorama que o Alto decide mais uma vez pôr ordem em tanta ignorância e desvio. Surgem por toda a parte demonstrações que a vida não termina na sepultura. São os fenómenos das mesas girantes, que levam os incrédulos a investigar e a concluir que, de facto, algo deveria haver de extraordinário. É a comunicação de novo, entre os Espíritos desencarnados e encarnados.


Aí está a intervenção superior, para corrigir o percurso e dar ao homem, de novo, o sentido real e profundo do Cristianismo Primitivo. Aí estão os Espíritos superiores, através daqueles profetas que sempre existiram e que nós chamamos de médiuns, a cumprir a solene promessa que Jesus havia feito aos Apóstolos, quando lhes anunciava a paixão, de que rogaria ao Pai o envio de outro Consolador, o Espírito da Verdade, que haveria de lembrar a Sua Doutrina e esclarecer todas as coisas. É o travão do materialismo, dessa “praga” que surgira fruto dos erros clamorosos dos homens ao querer colocar o Pai Criador ao nível das suas paixões e das suas ideias estreitas.


É o Espiritismo, que baseia a sua orientação pelo esclarecimento imprescindível do EU, como dizia o grande Sócrates, do Espírito que somos, da razão de ser da nossa vinda à Terra, do porquê da nossa estadia no orbe e do nosso destino após a morte do corpo. Os princípios são os mesmos que o Cristianismo defendia há quase dois mil anos. Deus é o supremo Criador, sumamente bom, e justo, e sábio, que perdoa a todos, quaisquer que sejam as suas faltas, impondo, contudo, que as paguemos em vindas sucessivas à Terra, colocando todos os seus filhos em igualdade de oportunidades; o homem, espírito, é imortal, constituído por corpo, perispírito, espírito enquanto encarnado, sendo que o primeiro perece e o último jamais termina, fazendo-se acompanhar pelo segundo enquanto caminhar na senda da evolução; o homem tem que se reger por um código moral, impecavelmente descrito nesse tratado extraordinário que Gandhi o Apóstolo da Paz, a propósito do Sermão da Montanha, afirmava ser o mais belo poema que a Humanidade jamais recebera; a inteligência reside em o Espírito, assim como o sentimento e o raciocínio, sendo que, como é cientificamente possível a comunicação mental (telepatia) entre dois seres encarnados, não restam dúvidas que, não morrendo, “o espírito”, desencarnado, pode continuar a comunicar-se com os que ainda estão encarnados; finalmente, a justiça divina impõe igualdade de oportunidades a todos os Seus filhos sendo que todos terão que voltar à Terra para serem sujeitos às mesmas experiências, aos mesmos sofrimentos, aos mesmos problemas, com a mesma liberdade de acção e de arbítrio.

A Justiça Divina impõe que “assim como fizermos assim achemos”, fazendo o mal se ache o mal ou fazendo o bem se ache o bem. É a maravilhosa certeza de que o Inferno não existe, enquanto lugar de penas eternas, pois se perdoarmos, seremos perdoados.


São os Espíritos que nos vêm transmitir, recordando a doutrina de Jesus, como são os espíritos que nos vem esclarecer o porquê do sofrimento, do desespero, dando-nos causas plausíveis e fazendo-nos saber que, lutando pela vitória sobre o mal, sobre as imperfeições, sobre o prazer e o vício, por mais difícil que seja, sempre valerá a pena porquanto do outro lado da vida nos esperará a felicidade do verdadeiro reino que Jesus prometera do alto do Gólgota. É a doutrina do Consolador Prometido que volta, através das falanges de Jesus que nos socorrerão na medida dos nossos esforços e merecimentos. Sinteticamente é o Espiritismo.


Espiritismo, na definição dos Benfeitores Espirituais, é a ciência que estuda a origem, a natureza e o destino dos Espíritos, assim como as relações que existem entre o Mundo Espiritual e o mundo Material.


Então faz-se necessário conhecer o que a Doutrina, para podermos ajudar os outros, e para podermos esclarecer a todos os fins elevados da nossa Doutrina de verdadeira «igualdade, liberdade e fraternidade».





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